Mãe… São três letras apenas

As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras…
E nelas cabe o infinito.

Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disse
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer…

Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!

Mãe, Mário Quintana (via anarquismos)
Quando a gente se casar, nosso quarto vai ser todo branco. Branco para que nós dois possamos colori-lo com as cores do nosso amor, do nosso humor, da nossa vida. As paredes serão brancas para que nós dois, juntos, possamos marcar nossa felicidade ali. E eu espero que falte paredes para tanta felicidade.
Velejaremos.
Abra bem as persianas, eu quero te banhar com a luz do dia e apenas te contemplar enquanto os raios se entrelaçam pelo seu rosto e seu corpo… Eu poderia me sentar por horas e achar novas maneiras de ficar fascinada a cada minuto. Porque a luz do dia parece querer você tanto quanto eu quero.
Velejaremos.
E aquele caderninho sempre estava comigo, ele era uma espécie de diário, um verdadeiro confidente já que nele estavam todos os meus sonhos, desejos, amores, desamores, afetos e decepções. Nele estava toda a descrição daquela minha vida colorida e solitária. Eu o levava para onde ia e ele ia sem reclamar, também como poderia.. Eu era sua dona. Era meu nome que tinha na capa. Isso devia significar que ele me devia obediência, não é? Não importa. Ele sempre foi um ótimo caderninho, sempre guardou meus segredos e foi de uma descrição que poucos sabem como manter. Posso dizer que ele sempre foi meu melhor amigo, - meu único amigo -, mas isso não vem ao caso. O foco aqui é o Gui. Sim, eu dei esse nome à ele porque um dia tive um amigo de verdade, de carne e osso, que se chamava assim. E eu o amei muito. Mas ele faz parte de um passado que não merece ser lembrado, pois só o meu caderninho Gui sabe disso. Ainda me lembro de quando eu estava sentada naquele balanço em um dia de inverno qualquer, que fazia um frio cortante e desesperador, mas o Gui estava comigo e eu escrevia enquanto esperava que um tal “Ele” aparecesse. E não apareceu. Só eu estava ali, mas gostaria de me teletransportar para qualquer outro lugar onde você pudesse ser capaz de amar uma menininha tão desajeitada e feia. Nem os meus lápis de cor encantados deram conta de pintar meu humor com alguma cor feliz e alegre, até os pássaros voaram para longe de mim conforme eu caminhava de volta para casa, e quando finalmente cheguei, deixei o Gui em sua cama que os adultos costumavam chamar de gaveta velha e desarrumada, coisa que discordo totalmente. E então eu me abracei o mais forte possível com meu travesseiro companheiro de lágrimas e de confissões. O nome dele é Tide. Mas essa é uma outra parte da minha história, talvez tão sem graça como todos os outros capítulos.
Carolina, enfadonha vida.
Procuro um amor de verdade, nem que seja na virada daquela esquina sem graça ou deitada no telhado de casa apreciando a beleza da lua. Apareça, belo amor. Não me importo que seja de repente, só venha para me fazer feliz, porque de lágrimas, já me faz por um triz.
Entre o não e o sim dos meus amores.
Antes você era de casa
agora decidiu ser visita.
Visitas daquelas inesperadas que você torce para nunca ir embora.
Amor…
Vai saber que porra é essa.
Carol Gregório.
Pobre menina bonita,
que tem o peito tomado pela dor.
Acalma-te bela menina,
e transforme isso aí em amor.
Velejaremos.
E de repente alguém soprou meu mundo,
e como se ele fosse apenas palha,
desabou.
Velejaremos.
Sabe qual é o meu problema?
Não aceitar o morno, não querer o meio termo.
Ou é meu, ou não é.
Esse é o meu problema.
É por isso que vivo sozinha.. - Velejaremos.